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Livlu-Nglandji é como se chama o primeiro dicionário do crioulo forro de STP

Tem 8500 palavras e respetivos significados em português, é o primeiro dicionário do santomé ou crioulo forro. Surge com o intuito de incentivar e perpetuar o idioma que segundo os especialistas corre sérios riscos de desaparecer.

O dicionário elaborado por uma equipa de especialistas, teve como base textos, canções e descrições orais recolhidas durante anos, em todo São Tomé e Príncipe. Visa perpetuar uma língua em vias de extinção.

“Santomé é uma língua que está em perigo de extinção, isto parece que não tem muita relevância porque ainda há cerca de 60, 70 talvez 80 mil falantes, mas no momento em que deixa de haver transmissões entre gerações, a língua pode muito rapidamente desaparecer” assegurou o professor da universidade de Lisboa Tjerk Hagemeijer.

Com cerca de 8500 palavras, o Livlu-Nglandji, Santome-putugêji, contêm transmissões fonéticas, categorias, nomes científicos de um léxico que nem sempre vai de encontro a um equivalente em português, mas que ainda assim tem explicação.

“Então se você fala por exemplo em (plaça), você vai logo para o equivalente em português (praça). Mas se você fala em (xiquilá) não tem uma palavra em português que traduz exatamente o que seja (xiquilá), então o dicionário tem muitas entradas que são enciclopédicas, entradas que explicam exatamente o que é aquilo nas palavras em português, então por exemplo, (xiquilá) é um tipo de comunidade que faz alguma coisa desse jeito ou daquele jeito”, explicou o professor da universidade de S. Paulo, Brasil Gabriel de Araújo.

O primeiro dicionário da língua materna são-tomense surge como incentivo a sua prática, numa altura em que já se começa a notar um forte declínio e até mesmo um certo desinteresse das novas gerações no que respeita ao seu uso.

A falta de um instrumento didático como é um dicionário, também era um dos importantes entraves ao desenvolvimento e crescimento do crioulo forro, que desde sempre foi passado de geração à geração apenas no formato oral.

A partir de agora haverá também um suporte escrito, que poderá ajudar numa maior disseminação do Santome, forro-português ou crioulo forro como é mais conhecido.

O Livlu-Nglandji, apresentado em primeira-mão na universidade de Lisboa, é lançado em São Tomé e Príncipe  no próximo dia 25 de Junho.

Brany Cunha Lisboa

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1 comentário

wilson afonso 21 Jun 2013 at 16:26

muito boa açao da parte de quem teve essa ideia uma ideia genial que eu me perguntava dez dos meus ensinos secundario o porque de nao existencia de uma coisa dessa
ou melhor pork k isso e lecionada na escola ….muito bom assim a nossa lingua sera mais valida e com reconhecimento a nivel exterior ….e de louvar essa grande iniciativa estou muito feliz por isso e que o ministerio da educaçao procura intregar isso nj proximo progama escolar..

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