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Nós por cá censurado por causa do arroz polémico

A direção da TVS, única televisão do país decidiu acabar como a produção e transmissão do programa humorístico de maior audiência, alegadamente porque no último episódio um dos temas ironizados foi a polémica importação do arroz de má qualidade para o consumo, já suspenso do mercado pelo governo.

Os integrantes do grupo humorístico Nós por cá, não percebem a decisão da direção da televisão.

O despacho assinado pelo diretor Juvenal Rodrigues, para além de ditar o fim do programa mais visto da televisão são-tomense, insta ainda os integrantes do grupo a pagarem uma taxa de perto de 1000 euros, por alegadamente terem postado o polémico episódio na Internet.

“Nós não temos nenhuma informação sobre isso, não sabemos nada sobre esse julgamento, não saibamos que a TVS agora também faz parte dos tribunais”, desabafou um dos membros do grupo Nós por cá.

De acordo com a RDP África, que tentou contactar o diretor da televisão estatal, “Juvenal Rodrigues afirma-se indisponível para comentar ações internas levadas a cabo pela sua direção”.

Um episódio que trás novamente a baila a questão da liberdade de expressão, tantas vezes debatida no país.

A medida parece ter sido adotada, alegadamente sem consentimento do primeiro-ministro Gabriel Costa, que há dois dias afirmou nas antenas da RDP África ser adepto do Ultra liberalismo e contra a censura.

“Ninguém da minha direção nunca me viu pegar no telefone e ligar para algum diretor e dizer esse ou aquele assunto não passa ou é censurado”, garantias do primeiro-ministro.

Abri-se assim, um novo capítulo nas discussões sobre a liberdade de expressão e de imprensa no arquipélago, o que atiça o reporterstp a bater de novo na mesma tecla.

Há ou não liberdade de expressão e de imprensa em São Tomé e Príncipe?

Brany Cunha Lisboa

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