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Bombeiros de São Tomé sem meios de combate

A unidade de bombeiros de São Tomé clama por dias melhores. Falta quase tudo para o combate às sinistralidade desde as viaturas em condições até equipamentos de proteção pessoal. Por tudo isto, a sua operacionalidade é muito reduzida.

É comum ouvir-se no rescaldo de um incêndio em São Tomé e Príncipe que a culpa é dos bombeiros que não chegaram a tempo ou tinham poucos meios de combate.

A única unidade de bombeiros da capital foi reativada há já alguns anos, no entanto, padece de inúmeras dificuldades para realizar um combate eficaz às sinistralidade.

“A nossa capacidade de resposta está limitada e a nossa preocupação manifesta um conjunto de situações desde equipamentos de proteção individual, também falamos nas viaturas e nas técnicas mais convenientes de forma que nós tenhamos uma capacidade de resposta mais satisfatória”, assegurou o comandante de bombeiros de São Tomé João Tavares.

A situação é de tal forma periclitante que mesmo em plena operação, o regimento é confrontado com desagradáveis surpresas.

“Mesmo na operação em determinado incêndio, somos as vezes surpreendidos com as avarias das viaturas”, sublinhou.

O papel dos bombeiros na sociedade esteve em debate na capital são-tomense, onde se pôde entre outras coisas, retirar duas ilações importantes: O mapa urbanístico do país, ou seja a falta de vias de acesso em caso de incêndio é um entrave ao desempenho dos bombeiros e a falta de capacidade de resposta rápida após os sinistros, com destaque para os acidentes de viação resulta em muitas mortes.

Dados do Hospital Aires de Menezes, indicam cerca de 30 mortes por acidentes de viação entre janeiro e dezembro.

Brany Cunha Lisboa

Imagem RTPÁfrica

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