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Jornalismo na CPLP em debate em STP

O exercício do jornalismo na Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa CPLP, está a ser analisado na capital são-tomense. Na segunda reunião da plataforma das entidades reguladoras da comunicação social da CPLP, as autoridades são-tomenses esperam encontrar apoios para regularizar a situação dos profissionais do setor, bem como diminuir o preço das telecomunicações nas ilhas.

São Tomé e Príncipe quer continuar a ser um país em que a pluralidade, a liberdade de expressão e de imprensa sejam cada vez mais um imperativo, apesar de no passado algumas vozes tirem apontado a existência de censura por exemplo, nos órgãos de comunicações estatais.

“Valorizar os jornalistas verdadeiramente independentes, adornados pelos princípios da legalidade, de rigor e da credibilidade para que cada cidadão exerça o seu direito dentro dos limites das leis com verdade, transparência e responsabilidade, disse Patrique Lopes-Conselho Superior de Imprensa de STP

O segundo encontro da plataforma das entidades reguladoras do setor na CPLP, vai reforçar o papel dos reguladores da comunicação social em São Tomé e Príncipe mas, as autoridades do país esperam também apoios para regularizar as condições do exercício do jornalismo no arquipélago.

“Os profissionais da comunicação social são-tomense exercem o jornalismo sem carteira profissional, não existe um estatuto de jornalistas nem tão pouco um código deontológico que seja credível, pelo que estou a enquerer que os parceiros do conselho superior de imprensa de STP, pelas experiências dos seus países em muito poderão nos ajudar a ultrapassar esses défices”, afirmou esperançoso o Secretário de Estado da Comunicação Social de STP Adelino Lucas.

Outro constrangimento reconhecido pelos parceiros de São Tomé e Príncipe no desenvolvimento do setor comunicativo, é o preço das telecomunicações.

“São Tomé e Príncipe tem que estar on-line a preços mais baratos. Eu sei que isso não depende das autoridades nacionais, depende dos grandes operadores internacionais e é preciso fazer-lhes entender que os preços das telecomunicações aqui têm que ser mais baratos, que eles têm que apostar porque estas ilhas têm gentes e têm futuro”, palavras firmes do Presidente da Entidade Reguladora das comunicações de Portugal Carlos Magno.

Neste segundo encontro entre as entidades reguladoras da comunicação social que conta com vários jornalistas de países membros da CPLP, académicos e magistrados, São Tomé e Príncipe assume a presidência da plataforma.

Brany Cunha Lisboa

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