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PIC-Record de greve na função pública são-tomense

Entrou no vigésimo quinto dia a greve da PIC, Polícia de Investigação Criminal são-tomense. A comissão dos grevistas não desarma e protagoniza já a greve mais longa da história da função pública do arquipélago. Por outro lado, a comissão acusa o governo de coação aos grevistas.

De acordo com o líder dos grevistas da PIC Tony Leal, o governo está a coagir os agentes em greve, a voltarem ao trabalho.

“A nova direção tem estado a chamar os agentes individualmente ao gabinete e portanto, tem estado a coagir de maneira que terminem com a greve. Tanto é que alguns indivíduos por terem medo de perder seu pão, seu trabalho, seu emprego, dois ou três já estão a começar a trabalhar”, afirmou.

A greve da PIC já ganhou um lugar na história, ao torna-se na greve mais longa alguma vez registada na administração pública são-tomense. Facto preocupante numa altura em que a escalada de crimes das mais variadas estirpes, tende a aumentar.

“Temos vários processos aqui em que os prazos estão a expirar-se, temos reclusos em prisão preventiva em que os processos estão a expirar-se, e também dizer que  têm processos que são encaminhados a Polícia Nacional e que não lhes compete de facto investigar os crimes superiores a 3 anos, e que estão a ser emitidos ao ministério público neste momento, os advogados podem pedir a sua nulidade”, esclareceu.

Record de longevidade de greve sem serviços mínimos que, já obteve resposta do governo na pessoa do primeiro-ministro Gabriel Costa.

“Eu fui a PIC antes da greve, eu disse a PIC quais eram as margens de manobra que o governo dispunha para ver a questão de piquete e subsídio de risco, fi-los uma proposta eles recusaram, portanto, há um diálogo difícil pelo que, a percentagem que as pessoas exigem não é possível meus senhores nesse quadro orçamental, nós não temos meios para fazer isso. Eu não posso aumentar salário quando eu pedi a toda função pública que se congelassem os salários para poder implementar aquilo que o governo anterior prometeu, que era implementação da carreira a nível da saúde e a nível dos professores” garantiu.

A União Geral dos Trabalhadores e o maior partido da oposição ADI, desvalorizam as justificações do governo, e corroboram a ideia de que o governo não está a dar a devida atenção aos problemas da única Polícia de Investigação do país.

Brany Cunha Lisboa

 

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