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CSDN delibera substituição chefe de estado maior

A substituição do chefe de estado maior o Brigadeiro Felisberto Maria Segundo é a grande deliberação do Conselho Superior de Defesa Nacional. De acordo com o comunicado final da reunião, o governo deve tomar as medidas necessárias para a remodelação das estruturas e das chefias militares e ainda resolver o problema salarial reclamado pela classe.

Na sequência dos últimos acontecimentos o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe, o Brigadeiro Felisberto Maria Segundo decidiu pôr o cargo a disposição do governo e do Conselho Superior de Defesa Nacional. O conselho não hesitou e aconselhou o governo a remodelar as chefias militares.

“O Conselho insta as instâncias competentes a adoptarem as medidas que se impõem com vista a proceder as substituições no Estado Maior que se mostrarem necessárias”

A queda do Chefe de Estado Maior é consequência da recusa dos militares em prestarem as constitucionais honras militares ao Presidente da República aquando da sua última viagem oficial ao exterior.

Felisberto Maria Segundo havia sido nomeado em 2012, depois da reforma no setor que decidiu os militares em dois ramos fundamentais, o Exercito e a Guarda Costeira e criou ainda novos postos como o de Brigadeiro e Chefe de Estado Militar.

Outra deliberação importante é a remodelação da própria estrutura das Forças Armadas. O Estado Maior que até agora se encontrava instalado fora do Quartel-General, deve ser imediatamente reintegrado.

“O Conselho Superior da Defesa Nacional, deliberou no sentido da transferência imediata do Estado Maior das Forças Armadas para o Quartel-general. A revisão da actual estrutura das forças armadas com vista a se redimensionar por forma adequa-la a realidade do país”

Por outro lado, o Conselho Superior de Defesa Nacional condenou a atitude dos militares que negaram as praxes ao Chefe de Estado, e pediu o apuramento de responsabilidades. Ainda assim instou o governo no sentido da “adopção de uma nova grelha salarial com base na proposta apresentada pelo Estado-maior, visando corrigir eventuais discrepâncias existentes no sistema remuneratório vigente e a melhoria das condições de trabalho na instituição”

Decisões enérgicas assumidas num Conselho Superior de Defesa Nacional convocado de emergência pelo Presidente Pinto da Costa que não se esqueceu dos Sargentos a quem “devem ser também pagos os subsídios a que têm direito”.

Brany Cunha Lisboa

Imagem Telanon

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