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Pirataria no Golfo da Guiné quebrou volume de tráfego marítimo para STP

Dados de 2013 asseguram que houve uma quebra de 16% no tráfego de cargueiros e cruzeiros com destino à São Tomé por causa da pirataria no Golfo da Guiné.

Números preocupantes, que estão em debate na reunião dos administradores de portos da CPLP, que decorre desde esta quinta-feira na capital do pais. O objetivo é encontrar estratégias para a dinamização das ligações marítimas entres os países da comunidade e o consequente crescimento económico.

A questão da pirataria no Golfo da Guiné continua a ser um assunto urgente, já que os piratas atacam cada vez mais perto das margens.

“Vimos que a pirataria está a assolar as nossas águas, no nosso caso concreto, não só a Guiné mas também São Tomé e Príncipe diretamente, pois eles agora já operam a menos de 30 milhas da nossa costa, pelo que este é um dos temas que nos importa bastante”, afirmou o administrador dos portos STP Manuel Diogo

Governo e agências de navegação que funcionam no arquipélago confirmam que a ação dos piratas foi bem sentida em 2013 com a “quebra na ordem dos 16% do tráfego marítimo para às ilhas”.

Para evitar a mesma tendência em 2014 e pôr de alguma forma cobro a situação, estão reunidos em São Tomé os administradores dos portos da CPLP.

Esses dirigentes pretendem elaborar um plano de ação que visa dinamizar as ligações entre os países num quadro de maior segurança, e ao mesmo tempo, maximizar o crescimento económico entre os integrantes da comunidade.

A reunião de São Tomé dura 2 dias. Os líderes dos portos da CPLP voltam a reunir-se em Moçambique no mês de Setembro próximo.

Brany Cunha Lisboa

Imagem RTP África

 

 

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