País Política

Sessão plenária quente em STP

O caldo quase que entornou e os deputados quase que chegaram as vias de facto. Em dois momentos quentes deste debate de urgência pedido pelo governo e pelo MLSTP/PSD para que o ADI na oposição explicasse as razões da introdução de uma alegada queixa-crime contra altas figuras do país no Tribunal Penal Internacional (TPI), os deputados quase que iam para além das palavras tendo sido mesmo necessário interromper a sessão por pelo menos 10 minutos.

De um lado a bancada da oposição encabeçada pelo secretário-geral do ADI, Levy Nazaré, do outro o governo liderado por Gabriel Costa e a assembleia, comandada pelo seu presidente Alcino Pinto.

Mas vamos por partes. Como se de uma batalha se tratasse e não de um hemiciclo onde se está reunido para discutir as questões mais prementes da vida do país, o primeiro momento quente do debate opôs o secretário-geral do ADI e a sua bancada ao Presidente da Assembleia Alcino Pinto.

Após terminar a sua declaração em que afirmou que a alegada queixa-crime intentada pelo ADI no TPI contra altas figuras do país não tem nada a ver com o Estado são-tomense, mas sim, com os visados incluindo o presidente da Assembleia, Levy Nazaré e a sua bancada insurgiram contra Alcino Pinto quando este anunciara que faria um discurso de defesa a sua pessoa. No entender do ADI tal discurso ia de encontro as leis orgânicas do parlamento, pelo que não era permitido. Houve discussão acesa entre as duas partes e os ânimos só se acalmaram após uma interrupção da sessão por cerca de 10 minutos.

O segundo momento quente do debate teve como autores uma vez mais a bancada da oposição e seu secretário-geral, mas desta vez, contra o governo na pessoa do primeiro-ministro Gabriel Costa. Levy Nazaré e Gabriel Costa perderam a compostura e ouviram-se palavras  e insultos de todo inapropriados para uma casa de debates sobre a nação. Só faltou o “quase” para que das palavras passassem as vias de facto.

Cenas tristes no parlamento são-tomense que só foram contidas com a intervenção de seguranças da Assembleia e ameaça de expulsão de Levy Nazaré da sessão plenária.

É a segunda vez nos últimos anos que os deputados à Assembleia Nacional perdem as estribeiras e esquecem-se aonde estão. Em 2012 a oposição e poder envolveram-se em confrontos físicos, manchando a conduta parlamentar do arquipélago.

Pelo andar das coisas parecesse que lhe tomaram o gosto.

Brany Cunha Lisboa.

Imagem-RTP África

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