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Socióloga portuguesa acredita na “maturidade da democracia são-tomense”

A investigadora Ana Lúcia Sá considerou que seja qual for o resultado das eleições legislativas de domingo em São Tomé e Príncipe o cenário pós-eleitoral deverá “ser tranquilo” graças à “maturidade democrática” que existe no país. “Se houver transição, espera-se que seja tranquila. A história de São Tomé tem ensinado isso”, declarou à Lusa a investigadora do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE). Mesmo que o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata (MLSTP-PSD), o maior partido da oposição, volte à governação, não deverá ter a ação dificultada, apesar de o presidente Evaristo Carvalho pertencer ao partido do poder Ação Democrática Independente (ADI), liderado pelo primeiro-ministro Patrice Trovoada, considerou. “Não creio que possa haver crise institucional. A maturidade da democracia a nível formal em São Tomé e Príncipe vai permitir que haja uma coabitação”, disse. Além do cumprimento das promessas eleitorais, muito centradas na satisfação de necessidades básicas e no combate ao desemprego, Ana Lúcia Sá salientou que é preciso dar mais espaço à oposição. “[É preciso] que os partidos da oposição consigam também ter espaços públicos de debate e acesso aos meios de comunicação para que volte a haver uma presença efetiva dos partidos da oposição nos diversos canais de comunicação”, disse. Segundo a socióloga, o atual primeiro-ministro teve “uma atuação muito marcada pelo afastamento do seu eleitorado e potencial eleitorado”, tornando o seu Governo muito desligado da população. “Foi um governante que nunca procurou fazer consensos e acabou por criar um Governo bastante distante das pessoas”, comentou, a propósito de Patrice Trovoada, cujo mandato ficou marcado pela “ausência de medidas efetivas e de políticas públicas” a nível do desemprego, cuidados de saúde e educação. A população procura respostas concretas para o dia-a-dia, sendo “a elevadíssima” taxa de desemprego, que ronda os 30% e afeta sobretudo os jovens “que se veem sem futuro”, uma das maiores preocupações. Cientes do problema, os partidos tornaram a questão num dos principais temas das suas campanhas. Além da ADI e do MLSTP-PSD, os mais de 90 mil eleitores são-tomenses que votam no próximo domingo para as legislativas do país, poderão escolher entre a coligação composta pelo Partido da Convergência Democrática (PCD), a União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), e o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM); o Movimento Social Democrata – Partido Verde e a Força do Povo. Além das legislativas, realizam-se também as eleições autárquicas e a regional do Príncipe

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